Longe de casa...

Sair da casa dos pais, mudar para um lugar distante da cidade natal a fim de cursar uma universidade. O destino de tantos, todos os anos...

Já faz quase um ano que moro em São João del-Rei. A transição para mim foi tranquila porque 1. isso era algo com que eu sonhava e 2. meu irmão já morava na cidade (ainda que não fôssemos ficar na mesma casa, eu teria sempre com quem contar).

Para além desses particulares, muitas das minhas experiências e percepções são comuns a maioria dos que já se encontraram na mesma situação. Eu quis listar algumas delas porque, afinal, listas eram tradição aqui no blog e estão sumidas há tempos...


PERDER-SE ALGUMAS VEZES

Eu sou bem espertinha para algumas coisas; para outras... nem tanto. Senso de direção, por exemplo: o meu é horrível. Como as crianças, por vezes eu tenho que me lembrar de qual mão eu uso para escrever para que eu me lembre de qual é a minha direita.

Eu tinha um compromisso importante no centro na minha primeira segunda-feira em São João del-Rei. Haviam me ensinado direitinho, no dia anterior, o caminho a tomar. Descer o quarteirão, virar à direita na Leite de Castro, seguir reto... A primeira etapa do percurso era essa. Simples. O problema é que, além desse compromisso, eu tinha que passar numa loja de persianas que fica do outro lado da avenida. Atravessei duas ruas e fui. Saindo da loja... ãh, minha direita não era mais a direita que eu deveria seguir, mas simplesmente não me dei conta disso. Andei na direção contrária, andei, andei como se não houvesse amanhã (pois na verdade não há). Andei por um quarto de hora e nada de centro. 

Foi extremamente triste, depois de recolher informações, perceber que eu tinha me perdido em linha reta. Perceber que eu teria que gastar mais quinze minutos de caminhada até o ponto de origem do meu equívoco e, dali, andar mais vinte até o lugar marcado. Detalhe: com um delicioso sol de verão são-joanense me tostando até a alma.

Outro detalhe: na segunda etapa do percurso, já no centro, eu também me perdi.


DAR-SE CONTA DO PRÓPRIO SOTAQUE

Isso é um pouco relativo porque depende de para quão longe da cidade natal a pessoa vai se mudar. Bem... eu me mudei do Sul de Minas para o Campo das Vertentes. Cinco horas na estrada pode não parecer grande coisa para alguns, mas já é distância suficiente para que haja diferenças na maneira de falar do ponto A para o ponto B.

O contato direto mais próximo que eu tinha tido com diferenças linguísticas foi quando, com dez anos, comecei a estudar na cidade vizinha: eu chamava de “corretivo” o que os colegas de classe nomeavam de “errorex”, para mim era “rabinho (de cabelo)" o que para eles era “elástico”, eu trocava “adesivos” enquanto eles trocavam “colantes”. A coisa era mais semântica, a nível dos sinônimos, do que fonética. O sotaque continuava de igual para igual, de modo que era difícil se ter consciência de que, afinal, havia um sotaque.

Há um sotaque. Céus, como há... Onde moro atualmente, sempre vai ter um momento no qual eu vou abrir a boca e alguém vai me perguntar “De onde você é?” Meu “R” me denuncia, meu bendito errezinho retroflexo/meio "caipirês" — no sentido carinhoso da expressão; sem preconceitos linguísticos aqui, muito menos "autobullying". "Porrrta", "Carrrne"... meu jeito de falar é maravilhoso.


ADQUIRIR CONSCIÊNCIA DO PREÇO DAS COISAS

Penso que, no fundo, meus pais devem achar divertidíssimo me ouvirem reclamar no telefone que o leite subiu, mas que agora o leite abaixou de novo, que comprar melancia aqui compensa, mas a maçã... nossa, a maçã... sem condição o quilo da maçã...

TER QUE LIDAR COM INSETOS EM CASA SEM TER A QUEM CLAMAR POR AJUDA

Não importa quão limpinho seja seu lar: em algum dia, em algum momento, quando menos esperar, você vai receber a visita inesperada de algum bicho medonho. Acontece. Até nas melhores famílias.

Vou narrar a última vez em que aconteceu comigo. Eram quase onze da noite e eu tinha acabado de chegar da aula. Entrei no quarto, sentei-me na cama. Eu não tinha acendido a luz ainda, mas a da cozinha e a do quarto da minha amiga iluminavam o bastante para que eu visse um vulto no espelho. Coração parou, junto com um grunhido-grito de susto. A gente pensa em quê, né? Bloodmary, claro. Mas, caramba... Caramba... era coisa pior. Era uma lagartixa! Porque, tipo, em espíritos do mal você joga um sal grosso, uma água benta, sei lá. Mas e com lagartixa? Você faz o quê? Não dá para matar: a criatura tem ossos e até um mini coraçãozinho que dá para ver batendo. Mas aí você precisa tocá-la para fora e ela resolve correr e você quase quer correr também, para a direção oposta, mas contém o desespero, finge que está tudo sob controle, até que a lagartixa começa a correr de novo e você... chora. Mesmo que seja só por dentro.

Essa que entrou aqui no apartamento se escondeu atrás do armário e nada pudemos fazer por ela: o armário é fixo. Isso já faz uns quatro meses, mas talvez ela esteja lá ainda. Com medo, com fome e sozinha. Coitada... Ela se assustou tanto quanto eu.

24 comentários:

  1. Lari, eu imaginei tudinho aqui. E sempre adoro ler postagens assim, superpessoais em que o blogueiro abre a porta de casa e a gente quase ouve o grito vindo do quintal: "Tá aberta! Entra aí!". Outro dia eu tava lendo os posts do meu primeiro blog - que continua no meu perfil do blogger fechado só pra mim - e fiquei relembrando aquele tempo em que eu dedicava sempre o primeiro parágrafo de cada post pra falar do meu dia. Sinto que era até mais legal que sempre tivesse várias pessoas compartilhando de um pouco do meu dia. Hoje em dia - não sei bem o porquê -, já não me sinto tão à vontade para fazer isso. Talvez algum dia eu resolva fazer um post assim, cheio de cotidiano pessoal.
    Eu lembro de um post de alguns anos atrás que você postou (redundância aqui) várias fotos de São João Del Rei e eu fiquei encantanda com a cidade. Eu não sei se você lembra, ma seu te falei que amo Minas, né? Um das minhas 5 cidades preferidas que quero conhecer é daí: Passa Quatro. Isso sem contar Ouro Preto, Tiradentes, Uberlândia e devido aos seus posts, claro, São João Del Rei. Enfim... Eu continuo morando com meus pais e com o tanto de gastos que tenho - mesmo sendo bolsista na faculdade - ainda acho inviável sair da casa deles. Poxa, ainda parece tão quentinho e seguro aqui... haha Sobre direção: é uma das poucas coisas que eu ainda sou boa. Me entende muito fácil com o GPS no celular e se alguém me explica caminho é bem difícil de eu errar. Agora se um dia eu conseguir viajar pra fora do país... Porque eu descobri que quase todos os países tem mania de falar pontos cardeais pra ensinar caminhos. Imagina se te disse pra ir na rua à leste do quarteirão? Bem, sobre sotaque, você deve imaginar como foi pra mim vir pra São Paulo depois de 11 anos morando no nordeste, né? Um risinho aqui, outro acolá... Hoje em dia já me acostumei tanto que quem me conhece por agora nem sabe que vim de Pernambuco. Sobre os preços: mesmo que eu não compre coisas que possam se dizer úteis, já percebi que dá uma dorzinha comprar com coisas com nosso dinheiro próprio. E sobre os insetos: não sei como vou lidar quando acontecer. Provavelmente vou bater na porta do vizinho. Afinal, que maneira melhor de fazer amizades do que pedindo pra alguém expulsar um animal de casa, não é mesmo?

    Boa semana pra você Lari. E desculpa o comentário enorme. Beijão!
    Com carinho,
    Conto Paulistano.

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    1. *Vários errinhos ortográficos aqui. Culpa de um computador que não mostra meus erros. Desculpa.*

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    2. Que desculpar o quê, menina: comentário mais lindo <3

      Eu lembro dos seus parágrafos introdutórios estilo diarinho! Eram bem legais, mas entendo que você não se sinta mais tão à vontade com eles porque, afinal, eu também tenho fases em que quero ser o menos explícita o possível sobre mim.

      Essa postagem, lembro dela também! Na época, eu nem sabia que iria morar aqui um dia, apesar de já ter sentido uma atração forte pela cidade. A boa notícia é que, se você vier conhecer Tiradentes, São João del-Rei é do lado; daí você aproveita e já me chama pra gente andar muito aqui pelo centro histórico :)

      Casa dos pais é uma delícia; se eu tivesse encontrado um curso que me agradasse ali por perto, com certeza estaria morando com eles até hoje.

      Fiquei imaginando se alguém resolve me dar coordenadas por meio de pontos cardeais; acho que eu iria sentar no chão (na rua mesmo), abraçar o joelhos e começar a chorar.

      Vizinhos não me faltam aqui, já que moro num prédio. Vou anotar sua dica, hahaha!

      Boa semana para você também, Sel! Beijos!

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  2. Quem não capta e se adapta, se inapta.
    GK

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  3. Lari, eu me identifiquei sobre o senso de direção JKNASSJKN fiquei imaginando quando for minha vez... moro no interior e o pessoal daqui é bastante "caipira" (como eu akjsna) e a maioria dos estudantes usam a desculpa da faculdade pra sair da pacatíssima cidade.
    Eu não sei o motivo, mas enquanto lia, imaginei sua voz como se fosse a da garota do Abstração Coletiva, faz tempo que não vejo os vídeos dela mas associei vocês duas.
    E que fotinhas lindas! ♥
    Beijo :3

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    1. Ah, e eu também adorei o estilo mais pessoal do post, faz mais! *♥*

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    2. A cidade em que eu morava também era pacatíssima, hehe! Mas eu gosto de lá. Amo, na verdade. Não só porque é minha terra natal e é onde minha família e minhas memórias habitam, mas também porque ela possui paisagens maravilhosas...

      Obrigada <3

      Pode deixar que faço sim, pedido anotadíssimo! Beijos "procê"!

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  4. Laaarriii. Que loucuuuurra! uahsuhau. Primeiro, não sei dizer se "felizmente" ou se "infelizmente", eu não precisei me mudar da minha cidade natal para estudar. Acabei ficando por aqui mesmo, e não me arrependi. Poderia ter jogado a nota em outro lugar, mas no ano passado me pareceu a coisa certa mesmo ficar. E olha só... eu conheço um rapaz que faz medicina em São João Del-Rei! Que legaal. Não estamos tãaaao distantes assim então! hahahah! Eu moro em Governador Valadares - MG. (Na verdade é um pouco distante, maaaas acontece). kkkkkkkk. Já lhe parabenizo por todas as conquistas de se morar sem a família, porque sem dúvidas devem ser muitas! Eu quando fico muito tempo sozinho, já sinto falta! Imagine só! Acho que um dia você deva cariosamente procurar a lagartixa atrás do armário fixo... uhaushua. Seja forte para tanto! Adorei ler essa postagem, muito intimista e muito gostosa. Sinto como se soubesse muito mais coisas de você e como se tivéssemos conversado, ou algo do tipo! Adorei! ♥

    ACESSO PERMITIDO. ♥
    www.acessopermitido.com

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    1. Somos vizinhos de blogosfera tem uns anos, então estamos pertíssimo, haha ♥

      Muito obrigada mesmo, Elcimar!

      Entendo você, solidão prolongada não é boa para ninguém. Mesmo eu, que tenho o hábito de ficar bastante tempo na minha, sei quão necessária companhia é; não à toa, preferi dividir apartamento do que ficar "alone" pra cá, haha!

      Temo que será impossível; o armário é todo parafusado, hahaha! Agradeço os desejos de força, de qualquer forma. Vou usá-la em outra dessas ocasiões (que espero que não perturbem tão logo).

      Vou fazer mais posts assim para prosearmos mais então :)

      Beijos!

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  5. São João Del Rei é pertinho de Tiradentes, não é não? Eu tive aí em junho do ano passado e fiquei encantada com a cidade. Já morei sozinha, numa cidade nova e devo confessar que meus pais ficaram felizes por eu saber o preço das coisas no mercado. Não tenho tanto problema com direção, mas sempre preciso fingir escrever para lembrar qual é a direita.

    Lagartixas são fofinhas. O pior de tudo, são as baratas.


    Beijos

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    1. É sim, Mafê! Do lado :)

      O bom é que as lagartixas comem as baratas, ouvi dizer... Vendo sempre o lado bom das coisas, haha'

      Beijos!

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  6. "por vezes eu tenho que me lembrar de qual mão eu uso para escrever para que eu me lembre de qual é a minha direita." AHH QUE BOM SABER QUE EU NÃO SOU A ÚNICA QUE FAZ ISSO

    Estou louca pra poder sair de casa e estudar fora também, estou ha 3 anos tentando passar no vestibular e esse texto me encheu de inspiração.

    Beijos :)

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    1. TAMO JUNTO, hahaha!

      Que ótimo, Emmile! Desejo muito sucesso pra você, viu <3

      Beijos!

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  7. Nossa, as duas primeiras linhas já me acertaram em cheio. Eu estou entre duas opções para escolher esse ano: 1.correr atrás de uma vaga na universidade da cidade onde moro, onde eu ficarei com meus pais. 2.Ou correr atrás de uma vaga na universidade da cidade em que cresci (e que até agora, pelas minhas pesquisas, tem uma grade curricular melhor do que a primeira) e morar sozinha, mesmo sendo uma criança sem autonomia. Eu chego a tremer em pensar nisso.
    Haha' sou como você: sem senso de direção. Eu facilmente me perco nos lugares, então eu sinto que eu faria a mesma coisa nessas situações.
    Eu morei em estados diferentes e entendo essa parte do sotaque. É engraçado pensar nisso, pois querendo ou não até seu "bom dia" pode denunciar que você "é de outro lugar".
    Haha' eu visualizei a cena da lagartixa de uma maneira muito real, adorei! Eu ri bastante, tenho que assumir. Mas pior que faz parte, aqui na minha cidade quando chove aparece uns besouros enormes e eu fico sem saber o que fazer quando estou sozinha e um deles arrisca entrar em casa.
    Adorei a postagem, foi como se eu estivesse sentada no sofá do seu lado e você contasse a história com uma xícara de café na mão. <3

    Beijos!

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    1. Isa, fica tranquila que, qualquer que seja sua escolha, tudo vai dar certo :)

      Fico muito feliz (mesmo!) que tenha gostado da postagem, isso me anima a trazer outras do tipo para cá!

      Sucesso para você, e cuidado com os besouros, haha'

      Beijos <3 <3

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  8. Eu morei longe da minha mãe por 2 anos e foi um perrengue, tudo muda, tudo parece desconfortável e novo.
    Você já começou a se acostumar?

    Ahhh, mas lagartixas não fazem nada hauhua tadinhas, elas só correm e sentem medo huahua

    bruna-morgan.blogspot.com

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    1. Eu me acostumei rápido demais, haha! Não cheguei a sofrer nem nada, acredita? Amo meus pais e minha família de paixão, amo minha cidade natal de paixão, amo o fato de quando chega férias e feriado e eu posso ir para junto deles; mas gosto daqui também. Encaro tudo como possibilidades, como momentos, e tento tirar o melhor proveito dessas situações.

      Queria não ser apavorada com as lagartixas, mas sim, elas me apavoram :/

      Boa quinta-feira pra ti!

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  9. Se perder, nossa, posso nem falar nada. Quando estava em SP, no meu segundo dia de trabalho peguei a perua errada e fui parar em um lugar totalmente diferente do que eu conhecia. Celular descarregado e sem saber o numero da minha irmã decorado. Depois de chegar em casa, fui contar o acontecido pra minha irmã e ela falou: era só ter dado a volta no shopping e acharia a rua que devia entrar. FIQUEI DE CARA. FIQUEI QUASE MALUCA. só não chorei rios na hora, porque não consegui.

    Sotaque, super te entende. Passei muita vergonha no meu trabalho. NORDESTINA da gema. Já se viu. Sempre eu cometia um errinho lá vinha os colegas me zuarem. Mas é impossível não se fazer notar o tão temido sotaque.
    Passar a morar sozinho é viver reclamando do preço de tudo.

    Adorei o post. beijinhos <3

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    1. Te entendo porque também fiquei bem "Oi????" quando percebi que tinha me perdido andando em linha reta, hahaha!

      Sotaques... não há como fugir deles, nem porquê, na verdade. Padronizar sotaques como se existisse um melhor do que os outros é que é o problema...

      Excelente definição de morar sozinho, haha!

      Beijos <3 <3

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  10. No quesito vivência, temos muito em comum! E ainda bem que possuímos a capacidade de nos adaptarmos, assim pelo menos seguimos na vida sobre nossas próprias pernas.
    Não sei se isso também ocorre contigo, mas eu vivo com uma espécie de dualismo quanto ao que eu quero pra minha vida. Exemplo: tenho a vontade (ou mesmo necessidade) de morar em todo o mundo, grandes cidades, litoral, etc., e ao mesmo tempo me vem a necessidade (ou vontade) de passar o resto de meus dias onde minhas raízes estão, que é o interior, com meus familiares, na cidadezinha fantasma, ou numa fazenda...
    Através das tuas fotografias essa cidade vai ganhando espaço em meu íntimo, você capta o lugar de modo tão singelo e tão belo. Chega a ser impossível não se encantar.

    Ah!, e eu tenho uma tia que mora aí!

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    1. Sim, tenho esses dualismos e tenho dúvidas em relação a mais uma porção de coisas... Futuro, coisa assustadora, né? Tenho tentado não pensar muito sobre isso. Viver o presente, essas coisas.

      Muito obrigada, Katarine! Aproveita que sua tia mora aqui, venha vistá-la e me visite também!

      Beijos <3

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  11. Eu ameei esse post!!!
    Sempre quis morar em outra cidade (não que eu não goste da minha casa) mas queria ter vivido a experiência que todos os meus amigos da faculdade vivenciam, porém tive sorte ou azar (já nem sei mais) de ter passada na universidade da minha própria cidade... Sobre sua lista me identifiquei com muitas coisas, sou a pessoa mais perdida do mundo, não tenho senso de direção nenhuma (Também me confundo com direita e esquerda e sempre tenho que escrever no ar para saber qual é a direita hahah), quando estava na Argentina mesmo andando a pé com gps conseguia me perder e pior não conseguia pedir informação porque não falava espanhol direito hahahaha uma comédia e desastre totais...
    Tenho muitoooo sotaque também! Meus erres me denunciam a quilômetros de distância, todo mundo sabe que eu sou do interior e ainda fazem questão de perguntar da onde eu sou quando estou viajando hahaha (Mas convenhamos nosso r de porrrrrta é o mais bonito de todos hahaha)
    Eu não sei preçooos de nada e não me orgulho disso hahaha Se você me perguntar quanto custa um sabão em pó eu não vou saber te responder haha E sobre insetos, morri com a história da lagartixa, aqui na região que eu morro tem muitas e eu não tenho medo, mas confesso que também não é meu inseto preferido... Uma vez uma caiu em cima de mim e eu queria gritar hahahaha

    Por fim com certeza morar fora deve te fazer muito mais madura né?

    Beijinhos

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    1. Que ótimo <3

      Wow, que situação, haha! Falta de senso de direção nos coloca em cada uma...

      Sim, nosso "r" é liiiiiiindo <3

      Sabão em pó no supermercado no qual eu vou está mais ou menos R$8,00 (o Omo 1kg). Tixan Ypê costuma ser R$1,00 mais barato. (Hahahahahahaa' desculpa, não resisti).

      Uma lagartixa já pulou em cima de mim também, mas no dia tinha gente olhando e eu tive que manter a posa de pessoa controlada.

      Até que eu me sinto mais madura sim. Mas, nossa... ainda há muito por fazer pela minha maturidade e independência!

      Beijos e um domingo lindo para você!

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