Quando da (já longínqua) despedida

Um ninho sem passarinho.

Ficarão os livros não lidos, os brinquedos guardados no topo do guarda-roupa, os diários de pré-adolescência. Ficará um mural vazio na parede, alguns fios do meu cabelo presos às rodas da cadeira, ficará o medo da infância de ter algo debaixo da cama. Ficará o espelho sem meu reflexo, ficarão as folhas daqui sem minhas palavras, ficará meu quarto, enfim, um pouco vazio de mim.

Só um pouco... É um tanto que se vai; outro tanto sempre fica.

12 comentários:

  1. Ótimo texto!!! Essa é a minha casa quando saio dela!
    Beijos, Aline
    Verso Aleatório

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  2. Que texto fofo, fiquei imaginando a cena, os fios de cabelo enroscados que ficaram, me fez pensar na cabeceira da minha cama que vez ou outra me arranca alguns...enfim.
    Gosto de vir aqui, pelos textos, pela fotos e pela simplicidade do blog ♥

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    1. E que visita mais bem-vinda! Muito obrigada mesmo ♥

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  3. Que lindo texto Lari!
    Lendo-o, não pensei só em uma partida, mas também no ato de crescer e amadurecer, deixar a infância para trás. Adorei!

    xoxo

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    1. Obrigada, Júlia!

      E crescer/amadurecer nos soa tão complicado ao mesmo tempo em que é tão natural...

      Beijos!

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  4. Sair de casa, né. É difícil pra quem vai, é difícil pra quem fica. Só lembro da minha mãezinha. <3

    bêjo.

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    1. É bem assim, viu... Mas é a vida, né? Seguir. Crescer.

      Beijos!

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  5. Se o tempo parasse, por quanto tempo pararia?
    GK

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  6. Vais e eu sou um pouco menos sem ti, que me ensina a sentir as coisas que dormitam sobre os galhos e folhas e da poesia sob as tuas unhas, e assim me sinto um pouco vazio de ti. Mas que seja assim que tu cresças como hera cobrindo os muros do mundo.
    Boa Viagem!

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    1. Tanta poesia nesse comentário! Agradeço muito :)

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