Holofote

Lua egoísta
Inflada de orgulho
Sabe do quanto é bela
E quer brilhar sozinha

Nem precisa de holofotes:
É o próprio holofote

Apaga todas as estrelas do céu,
Envolve-se nas cortinas de veludo negro
Do palco deste mundo

Lá de cima, deliciada,
Ri-se do quão pequenos somos

(Enquanto nós, tolos iludidos,
Segredamos-lhe em vão
Nossos sonhos apaixonados)

4 comentários:

  1. Espetáculo, menina. Muito show! Linda poesia, muito bem feita. Personalíssima! Gostei! Abraços!

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  2. Em luto eu luto a lunofásica luta antiloucura.
    GK

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  3. Muito bom Lari! Brilhante metáfora da lua e do quanto somos pequenos perante os astros do céu.

    Parabéns pela sensibilidade e por saber expressá-la de maneira tão admirável!

    Beijos

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  4. É difícil não se encantar com suas descrições.
    Lindo, lindo demais.

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