O contexto que inventa um texto (segunda parte)

Escrever em dupla é uma tarefa árdua, porque é preciso muito entrosamento para que saia algo que preste. Vocês já foram obrigados, por exemplo, a criar uma dissertação em dupla? Funciona assim: digamos que o tema é pena de morte; você pode ser uma boa alma que defenda a vida sob qualquer circunstância, mas seu coleguinha é a favor de decepar cabeças em praça pública... O que fazer? Arranjar treta, claro. Não. Sério, não faça isso — não com um coleguinha com tendências psicopatas. O que você tem que fazer é chegar num acordo, então começa o debate...

Vão-se embora 30 minutos da aula, mas você nem se dá conta, afinal só falta fazer a introdução, e os parágrafos de desenvolvimento, e a conclusão... e o título.

Passados mais 10 minutos, a dupla finalmente chega num consenso. (Só porque seu parceiro, super "paz-e-amor-viva-la-vida", ameaçou arrancar suas tripas a dentadas se você não colaborasse para terminarem logo a porcaria da dissertação que vale 10 pontos.)

Bate o sinal do término da aula, e você já está com câimbra na mão de tanto correr com a escrita. A professora recolhe os trabalhos, e você faz a bondade de entregar o seu só para que ela se depare com isto quando chegar em casa:

Matar ou não matar, eis a questão

“'Pena de morte' é um assunto polêmico, pois, ao passo que é criticado pelos que defendem os direitos humanos, é apoiado pelos que veem a justiça como um sistema a ser temido para ser respeitado, funcionando como um verdadeiro exemplo. Mas de que vale o respeito à justiça dado através da falta de respeito à vida? Vale, e vale muito. Um exemplo, seja qual for sua natureza, será sempre um exemplo. E Maquiavel já dizia que, se entre ser temido e ser amado, não for possível ser os dois, de mais vale ser temido. Aos que amam a vida, então, falta [...]
“[...] Conclui-se, então, que a pena de morte é a melhor solução para efetivar a justiça. Entretanto, tal como disse Juan Luis Vives, 'Responder à ofensa com ofensa é lavar lama com lama', e mesmo que a frase não se encaixe à primeira vista no contexto em questão, é válido levar em consideração que..."

Resumindo: você, em sua parceria, escreveu um troço contraditório e incoerente que só vai convencer os leitores de que os autores deviam ir plantar abacate, ao invés de escrever dissertações.

O episódio de hoje, Escrever em dupla, também pode ser aplicado ao “contar histórias em grupo”. Já fizeram esse tipo de brincadeira alguma vez na vida? Sabe, reunir uma quantia x de pessoas, onde uma começa uma história qualquer que deve ser continuada pelos demais? Eu adorava participar desse tipo de coisa quando era criança. Contudo, lembro-me de que, apesar de começar a dinâmica superanimada, eu costumava ir me frustrando em seu desenrolar... É que, geralmente, eu era a escolhida — mentira, eu pedia quase implorando, de modo que todos ficavam com dó e me deixavam — para fazer a introdução, então, toda inspirada, eu começava a narrar uma história com tempestades, batidas na porta de madrugada e chaleiras ferventes deixadas misteriosamente na cabeceira da cama, já imaginando um final com sangue e uns dois corpos no quintal. Mas aí, quando eu passava a vez, o cidadão seguinte afundava meus planos narrando sobre uma linda amizade entre crianças do pré-escolar, e o seguinte acrescentava uma tia solteirona que tinha uma loja de cupcakes, e o seguinte dava seu toque pessoal ao enredo com um puddle falante.

Tenho consciência de que o intuito da brincadeira era esse mesmo, mas, quando criança, eu tinha uma mente meio que narcisista que sempre concluía que meus finais seriam melhores do que qualquer um que os outros inventassem.

Tudo bem... Hoje eu admito que meus finais eram, simplesmente, pretensiosos demais...

36 comentários:

  1. Adorei ler,
    sabe escrever em dupla é meio aterrorizante quando seu parceiro é daqueles que não concorda com nada kkk!!
    Bjs
    http://meninadivadamodaoficial.blogspot.com.br/

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    1. Algumas pessoas são difíceis mesmo... E eu meio que sou uma delas, hahaha'

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  2. ...e é por essas e outras que eu prefiro fazer trabalhos sozinha UASHUAS

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    1. Salvo raras exceções (quando a dupla vale a pena), é uma sábia decisão, Aninha... Haha!

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  3. nunca gostei de fazer nada em dupla hauahaau
    sinto ciumes da minha literatura
    a escrita é só minha, não divido com ninguém hahaha
    beijo linda

    http://karinapinheiro.com.br/blog/

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    1. Ciúmes da própria Literatura: poxa, sei EXATAMENTE como é isso! Hahaha...

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  4. É realmente difícil escrever em dupla com uma pessoa que não concorda com nada slkndskl Digamos que, no caso dessa dissertação sobre pena de morte, eu sou o parceiro cheio de vibes positivas, e infelizmente meu parceiro é o coleguinha com tendências psicopatas que ameaça cortar sua garganta enquanto estiver dormindo se não escrever exatamente o que ele mandar e você fica com tanto medo que escreve até o que não devia e não dorme o resto da semana, e a semana seguinte... Ok, que exagero! Enfim, adorei ler essa matéria, Lari. Criativa e inovadora. Mas bem que eu acho que não dá tããão certo assim escrever em dupla, ainda mais quando a dupla é escolhida por tal professor em uma aula aleatória...
    Beijos || Unlocked Land ❤

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    1. É, minhas vibes costumam ser bem positivas, também... Sabe, passei da fase do "sangue e corpos no quintal", hehe. É bom saber que a matéria ficou agradável porque, justamente por ser um tema meio incomum, sempre rola um certo receio em relação à aprovação dos leitores. Mas se agradei, está ótimo ♥

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  5. Sem bem como é... Mas como nunca consigo chegar a um consenso com minha dupla ou grupo, sempre acabo fazendo sozinha para não perder os pontos. Mas acho que realmente seria maravilhoso se eu me intendesse alguma vez com alguém para escrever algo.

    Beijos, INconvencional!

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    1. Eu te entendo, porque numa dissertação, os pontos que ela valem ditam os parágrafos, a inspiração, os argumentos... e nada pode nos atrapalhar em nosso objetivo final, que é entregar o troço pronto antes que a aula acabe!

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  6. Ei, eu já quebrei muito a cuca com trabalho assim ein! E já tretei muito por ser narcisista também rs Eu começava algo legal e ia distorcendo por influência do parceiro, mas costumava fazer tudo rápido, aí ele saia de perto e eu refazia ainda mais rápido com minhas palavras e do meu jeito rs Bad boys, bad boys (8).

    Mas de qualquer maneira, é um bom exercício também, tenho planos de criação literária em parceria, mas justamente pela discórdia em diversos pontos, os planos ainda não saíram do papel.

    Mas, isso aí!
    xoxoxo
    ugdu :)

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    1. Hahaha' também já refiz muito trabalho com minhas próprias palavras... Não por maldade ou por achar que o que o outro disse foi ruim, mas por empolgar mesmo, sabe? Coisa de gente que é apaixonada por palavras e, uma vez com o lápis na mão, não quer lagar mais...

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  7. Eu normalmente acho confuso escrever em dupla kkkk Mas é muito gostoso se você conhecer a pessoa bem.
    ótimo post.
    Beijos
    http://lembranca-ao-vento.blogspot.com/
    P.S: você está aceitando afiliação?

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    1. Verdade, até porque com amigos até "escrever em dupla" pode ser maneiro!

      Respondendo ao p.s: às vezes eu fecho afiliações, às vezes eu paro por uns tempos de aceitar os pedidos... Mas acho que vou começar novamente com o sistema de parcerias, tipo, troca de links, sabe? Se estiver interessada numa parceria (para a página "Outros mundos" ou qualquer outra específica que eu venha a abrir), me mande um e-mail em jeitounico@yahoo.com.br que aí eu te respondo direitinho :)

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  8. Ai, Lari, esse texto me fez lembrar tantas coisas. Tô com um clima de nostalgia aqui.

    Eu tinha uma professora de redação costumava fazer essas dissertações em dupla. Ela dizia que era bom pra gente aprender a ouvir o ponto de vista do outro e mudar o nosso, caso perceba que ele está errado, ou ajudar o coleguinha a mudar o dele. O caso é que eu era amiga - e sempre a dupla - de uma menina muito, muito cabeça dura. Por mais que não fosse um assunto que dividisse opiniões, assim como a Pena de Morte, ela não aceitava estar errada. Nunca. E é bem difícil lidar com alguém assim, né? Ainda mais quando a gente precisa escrever um texto que precisa de coerência, haha. Mas geralmente eu costumava convencê-la de algumas coisas, por mais que ela ficasse de bico... Enfim.

    Hoje em dia dou graças a Deus por não precisar mais escrever essas dissertações conjuntas - ainda tenho problemas com trabalhos da faculdade e com os slides, mas né, teoricamente os coleguinhas já deveriam estar mais maduros - e escrevo apenas por prazer. Um prazer egoísta, diga-se de passagem.

    Pras crianças é sempre bom ter essas rodinhas de histórias. Atiça a imaginação, ajuda a descobrir novos horizontes e etc. Mas hoje em dia acho que já saturei disso. Escrevo pra liberar meus sentimentos e acredito que preciso de um texto inteirinho pra isso, não dá pra dividir.

    Adorei esse post, me fez pensar bastante.

    palavras alienadas ♥

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    1. É difícil, sim... Mas se por um lado o tempo curto que temos para escrever uma dissertação prejudica a qualidade da mesma, por outro é bom, porque não causa grandes danos às nossas amizades; quero dizer que, mesmo que role os desentendimentos quanto às diferenças de opinião, a aula passa logo e tudo volta às boas!

      p.s: entendo exatamente o prazer egoísta da escrita, e concordo com o que você disse sobre não dar para dividir um texto - pelo menos, não dá tão facilmente assim, levando em consideração que nossas palavras são a expressão de nós mesmos.

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  9. Escrever em dupla é algo meio desafiador para mim. Não gosto. As coisas não se ajeitam e o texto fica uma bagunça completa. Me lembro de que quando era menor e a professora mandava fazer textos juntos eu sempre fazia o meu sozinha porque achava (e ainda acho) muito melhor.
    E essa da brincadeira eu também me frustava. Eu dava uma continuidade (ou começo) bem legal e emocionante e o sujeito que continuava acabava com a história ): Oh vida difícil hahhaha
    http://viagem-a-terra-do-nunca.blogspot.com/

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    1. Sim, vida muito dura... Principalmente para nós, escritores egoístas, haha'

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  10. Então, ultimamente eu tenho optado por fazer meus trabalhos sozinha, só que os meus colegas idiotas ficam bravos comigo. Mas, putz, meus finais sempre são os melhores. hahaha'
    Beijinho!
    d-atilografando.blogspot.com

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    1. Haha' então eles deviam te entender, né? É justo!

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  11. Olá, Lari =3.
    Escrever em dupla é bastante contraditório, eu não recomendo. HAHAH, sério, principalmente com a "coleguinha" não aceita nada diferente da opinião dela. Aconteceu e acontece comigo. Veja bem, existem pessoas que gostam de fazer essas coisas em dupla pelo simples fato de: deixam um escrevendo e recebem o mérito (e nota) no final. Mas quando a dupla em questão quer colocar sua marca no texto é complicado, principalmente quando a marca das duas é diferente. E sim, o texto final ficou um pouco contraditório, mas seria complicado pensar que dessa confusão sairia algo diferente, rsrs.
    Eu confesso que quando criança era do tipo que escrevia contos felizes, sobre famílias felizes com coelhos de estimação, hoje mudei de opinião, mas acho que uma colega como você naquela época teria sido bom para despertar esse lado de mim desde cedo.
    Adorei o post (como todos que você escreve).
    Beijos.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

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    1. Seus comentários, sempre me deixando contente ♥

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  12. É engraçado como aquela euforia toda de quando a professora manda formarmos duplas se transforma quando a atividade proposta é dar origem á um texto, em conjunto. Principalmente porque quando temos uma ideia perfeita, que daria o inicio/meio ou o final perfeito para a história, a pessoa que nos acompanha discorda totalmente da ideia e fala algo totalmente sem noção. É preciso, nessas horas, muito auto-controle para não falar umas boas verdades... Mas é impossível evitar uma arregalada no olho, e ás vezes, quando dou por mim, já estou resmungando um "afffff!" enorme e descontando toda a minha raiva na pobre borracha que só está apagando aquilo que o colega não concordou....

    Ás vezes essa coisa de dupla até pode dar certo, mas acredito eu que experiências como essa são para gente treinar esse nosso lado meio "egoísta" e tentar aprender a juntar opiniões tão diferentes... O resultado, como você disse, é sempre algo sem noção e contraditório. Mas acho que nada que não possa melhorar com o tempo.

    Outra coisa que me irrita além de fazer algo em dupla sem qualquer concordância é quando estamos fazendo uma redação e a professora vem apitar no nosso trabalho. Alô, Dona Raiva! É claro que dicas de ortografia são sempre bem-vindas, mas quando resolvo criar meus textos melodramáticos e cheios de tragédia e a professora vem falar para eu mudar o final, por que "a história ficaste triste demais, Nati"... Sério, já cansei de discutir com ela, afinal, qual seria o problema de uma história triste? Acontece que a maldita sempre acaba vencendo a batalha e eu, mudando o final, deixando a história que antes era superdesenvolvida num lixo total.

    Enfim, acho que deu para entender que eu realmente adorei a postagem e que me identifiquei bastante, afinal, não sou só eu que tenho meus problemas quando se trata de criar um texto em dupla. Beijos, Light As The Breeze

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    1. Caramba, que professora chata! Quer dizer, se nem a vida é só sorrisos, porque um texto tem que ter sempre um final feliz? Assim como você, discordo dela — todavia, também como você, sei que discutir com um professor é uma batalha perdida... Afinal, eles têm uma caneta vermelha e um caderno de notas, né? E nós... só a boa e velha teimosia da idade.

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  13. Cara, pra mim não tem essa coisa de escrever em dupla, sempre sou eu que tenho que escrever, só por que é minha paixão. E sempre tem aquele amigo que não concorda exatamente em nada, mas que você ama e sempre faz as coisas junto haha
    Beijão,
    http://sen-do-escritora.blogspot.com.br/

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  14. Adorei o texto, Lari. Principalmente porque eu me enxerguei na parte que você narra aquelas dinâmicas escolares onde cada um fala/escreve uma parte da história...
    Eu já participei disso muitas vezes, e, assim como você, me frustrava... Meu narcisismo sempre me fazia crer que o meu início, meio e fim seriam melhores que os dos outros...
    Até reprimia a minha vontade de levantar da cadeira e berrar "Hey, não é assim, você tá estragando tudo!!!"
    Mas ok... kkkkkk

    Beijão!!! =*
    http://penny-lane-blog.blogspot.com.br/

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    1. Esses narcisismos literários da vida... hahaha!

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  15. Há alguns anos atrás adorava criar versinhos com uma amiga minha, é interessante unir duas mentes em prol de um assunto. Acredito que fica bastante interessante quando as mentes condizem entre si rs Bela postagem ♥ Beijos

    www.pumpcolor.com.br

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    1. Verdade: o "escrever em dupla" deixa de ser tarefa árdua quando há compreendimento mútuo, identificação, gostos em comum!

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  16. Eu sou o coleguinha com tendências psicopatas... u_u' Mentira, psicopatia só em contos, não em textos dissertativos, haha. Nunca tentei escrever nada a dois e talvez até seja interessante, mas acho que ia querer o começo... E o final, e meio e tudo! Egoísmo nível alto! haushasah' Podíamos fazer um projeto sobre isso, tipo aquele blogagem coletiva, né? Ah, sei lá.
    Sel do Jovens Gordinhas

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    1. Sel... eu estava pensando justamente sobre isso. Caramba, que coincidência! Se a ideia me vier mais clara à mente, vou ver se te mando um e-mail ou qualquer coisa do tipo, daí quem sabe não convidamos mais gente e fazemos uma parceria no projeto?

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  17. Escrever em dupla... bem, acho que dissertações são MUITO complicadas para se fazer isso. Porém, fanfics fluem melhor quando cada uma faz a visão de um personagem - sim, eu gosto de escrever fics em duplas, é muito engraçado u3u.
    Fia, pior que a minha redação do ENEM do ano passado não tá. Eu era treineira, e estava com tanto medo de não sei o quê que não conseguia nem pensar e nem escrever, e quase que coloquei essa frase linda: "O único álcool que vale à pena ter dentro do carro é o que está dentro do tanque" (pausa para ouvir as palmas).
    Mas... eu sei que meu "foco" nunca foi dissertações, eu sei disso, posso ter um milhão de ideias e teorias fascinantes, bem construídas e argumentadas, mas só consigo mostrar isso conversando pessoalmente, entende? Ainda estou trabalhando na minha escrita quanto a isso.
    Porém, sempre me elogiaram pelas minhas histórias - pelo menos em alguma coisa eu tinha que prestar né? Então te entendo nisso... eu sempre achei que os contos que eu escrevia eram melhores que os dos outros. Só que, depois de um tempo, eu comecei a ver graça até em coisas simples, percebi que nem todo mundo gostava dos meus contos (que sempre tiveram uma "pegada" mais filosófica em algum dos trechos), e que eu ainda tinha muito a melhorar... mas demorou, hein, admito isso XD

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    1. Sabe, J, quando você mencionou a frase: "O único álcool que vale a pena ter dentro do carro é o que está dentro do tanque", eu me diverti da mesma forma que havia me divertido quando, no ano passado, você nos contou no blog como havia sido sua experiência com ENEM... Haha' eu me lembro!

      No mais, foi muito legal saber que você me entende no que abrangi no post. E achei demais a ideia de escrever fanfics em dupla, com personagens ganhando vida através de autores diferentes!

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  18. SIM! Poxa, eu erra a mais ferrada nessas brincadeiras por isso, sempre ia pro final da fila para dar um ponto final na história do jeito que eu quiser, daí podia usar e abusar dos dramas. AOHUSAO' Interessante é que desde que me entendo por gente e escrevo textos, sempre discordam. Meus amigos discordam. Meus professores discordam. Todo mundo, dá uma raiva! Daí todo mundo fica me mandando mudar e escapole da boca um "opa, o texto é meu ou seu?" e todos ficam com raiva. Afis, q OAHUSAOHUSA' Certo, eu adorei o seu texto e falo: textos em dupla/grupo, jamais darão certo.

    Um abraço da Pê || http://m-eadows.blogspot.com.br/

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    1. Já usei essa do "O texto é meu ou é seu?", também, hehe. Mas foi numa ocasião meio errada, porque eu tinha pedido opinião para a pessoa sobre o texto em questão, então é logico que também levei uma "patada" de volta, kkk'

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