Sobre certa revolução de ideias e o menino mendigo

É impressionante a revolução de ideias que certas matérias têm me trazido neste ano! A Filosofia mostra o poder das escolhas, enquanto a Sociologia ensina a tomá-las sob um olhar crítico... Porque todo feito tem um efeito. Para cada causa, uma consequência. Consequências... A Geopolítica e a Geografia abordam um punhado delas. A História também, ao apresentá-las em ordem cronológica, um contexto histórico que leva a outro que leva a outro. E nesse meio a Literatura mostra as suas facetas, através de movimentos literários que conservaram, em vasta quantidade de textos, as respostas dos escritores aos problemas de cada época.

Em resumo, a indiferença já não me é tão atraente quanto fora em metamor-fases passadas. A poesia Por uma vida em que doce viver ilustra minha afirmação... Tendo como inspirações iniciais a minha perda de sono na madrugada, a recordação de um pesadelo que eu tive na infância, uma canção que tocava nos meus fones e minha nova perspectiva perante a diversos aspectos sociais, eu tentei abordar um assunto delicado: os meninos de rua.

O termo “crianças de rua” ou “meninos de rua” refere-se às crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade pessoal e/ou social, e que, nessas condições, estão expostos a riscos como: violência (física e sexual), uso de drogas (lícitas e ilícitas), exploração como mão-de-obra infanto-juvenil, má nutrição e diversas doenças. [...] São discriminados e rotulados como criminosos. A maioria das crianças que vivem em situação de rua tem um passado marcado pela violência e pelo desamparo. [Fonte: Wikipédia]


"Abandono é o frio que ressoa no inverno do desprezo e apaga nossa lua." 
(Luiza Gosuen)

Aqui seria o momento em que eu me estenderia no tema, mas entendam que faz pouco tempo que eu saí do comodismo do senso comum. Acho arriscado apresentar minhas novas ideias, em seu estado bruto, sobre assuntos que exigem análise. Sabem, minha personalidade está sendo lapidada. Outra vez. E meus momentos de inconstância requerem cuidado redobrado. 

Mas nada disso me impede de deixar, logo abaixo, a música que foi parte de minhas inspirações para a composição do poema mencionado anteriormente. É, é do Metallica, só para variar. Mesmo que a letra não tenha uma relação plena com o tema escolhido, em contraste com a melodia me ajudou — e muito  a montar o cenário pretendido dentre vários de meus devaneios insanos.



"Porta aberta, então eu ando adentro
Fecho meus olhos, acho um lugar para me esconder"
[The House Jack Built, Metallica]

7 comentários:

  1. Nossa, fascinante ♥
    Amei
    http://khetlyngomes.blogspot.com/

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  2. Suas palavras foram intensas querendo ou não, mas devo concordar em um ponto base pra tudo isto, o conhecimento nos transforma e nos molda, é compreensível o ponto de vista em fase de lapidação, mas acredite, está será uma fase que nunca irá acabar, o lado bom é que tudo nos acrescenta. =))

    Amando suas palavras e o seu jeito rsrs.
    Até mais.

    xoxoxo
    UmGoledeUtopia

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  3. Esse ano também estou lapidando diversas ideias, sobre crianças de rua eu sempre tive uma ideia formada e com ela um aperto no peito: não é justo!
    http://www.novaperspectiva.com/

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  4. Nossa, é realmente muito triste! As crianças não tem culpa de nada e por causa de uma mãe covarde, elas acabam tendo de viver na rua ): muito triste...
    Estou á procura de pessoas legais pra formar uma equipe, se tiver interesse, visite o meu blog e deixe o seu e-mail nos comentários, ok? :3
    #BeijocasDaSaroca
    Passe pela minha rua! ❤ Se essa rua fosse Minha

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  5. Uma ótima reflexão! Continue se lapidando, o senso comum pode ser auto destrutivo muitas vezes, um abraço :)

    www.semprespire.blogspot.com

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  6. Adoro Metallica, pois é mais que rock. É uma história contada, que só entendemos ouvindo a letra com atenção.

    Sabe, aqui na minha cidade existem poucas crianças de rua, mal a vemos. Porém, quando fui pra São Paulo eu me assustei. Haviam crianças em cada ponte, sendo ignoradas em cruzamentos e avenidas.
    Sou do tipo que não liga muito pros outros, admito isso. Mas existe um porquê disso, mesmo que não valha a pena lhe contar agora.
    É como dizem: "Você é uma pessoa boa, mas as pessoas te feriram de mais e fizeram com que se esquecesse disso".
    E mesmo eu, nesse meu jeito distante, um tanto individualista e fria, não consegui desviar o olhar. É triste ver oportunidades nulas e sonhos inexistentes nos olhos deles.
    Como você disse, também estou tendo minha personalidade lapidada (na verdade, todo mundo tem. A cada segundo que passa você já não é mais o mesmo), por isso não sei ao certo como me sinto em relação a isso e nem o que poderia fazer para mudar esse quadro.
    Só sei que me sinto mal. Já é um começo?

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  7. É revoltante saber que existem pessoas capazes de abandonarem e desprezarem crianças. E pior, que essas mesmas pessoas julguem-as como criminosas ou sei lá o quê. Só o fato de terem audácia para julgá-las já é irritante.
    Como diz minha querida Mafalda: "Começo a entender porque é tão difícil a humanidade ir para a frente"...

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