O Sítio


Às vezes, é preciso deixar a internet de lado e sair para respirar um pouco de ar puro em algum lugar afastado da cidade... E, no último domingo, senti essa necessidade. A solução foi fácil: meus pais estavam combinando de ir para o sítio e eu disse que queria ir com eles.

O sítio ao qual me refiro, o Sítio Juriti, é uma espécie de refúgio da família. Um lugar simples: nada de terras a perder de vista, criação de animais ou uma casa cheia de conforto, porém, com certeza, um bom espaço para caminhar e encher os olhos com um verde intenso contrastando com o céu e mais alguns detalhes que a natureza reserva apenas para os mais sensíveis e observadores. 


Eu seria muito hipócrita se ficasse descrevendo o quanto a sensação é incrível, afinal só largo a tal da internet mencionada no primeiro parágrafo para me aventurar por aqueles cantos cerca de duas vezes no semestre. Por outro lado, meus pais, também mencionados no primeiro parágrafo (“Beleza, Lari, todo mundo já leu o primeiro parágrafo”), vão todo final de semana ou talvez até mais. Mas sabe, não dá para negar que as lembranças que coleciono por lá são muitas, muitas mesmo...


Por onde começar... Ah, sim, pelas árvores carecas. Porque, na mentalidade que eu tinha por volta dos cinco anos, as árvores que não tinham copa ou uma folhinha que fosse para contar história eram árvores carecas. E eu ia todo o caminho da minha casa na cidade até o sítio contando quantas árvores carecas eu encontrasse, e ainda mostrando cada uma para o resto do pessoal que estava no carro como se aquilo fosse a coisa mais rara e interessante do mundo  pensando por esse lado... é, eu acho que eu era uma criança entediante, hahaha!


Ainda falando em árvores, essa em destaque na foto também fez parte da minha infância, porque ela tinha — tã-nã-nã-nããã  um balanço de pneu! Morram de inveja. Só que não, porque a verdade é: poucas coisas na vida são tão desconfortáveis quanto balançar em um pneu. Sério, você fica sem ter onde encostar e com metade do traseiro para fora. Sem falar que o negócio é meio descontrolado, e rola aquele risco de você se distrair e meter a cara no tronco da árvore. Apesar de tudo, eu gostava daquele balanço e perdia muito tempo com ele para lá e para cá.


E nada deste mundo vai fazer com que eu pare de falar das árvores que marcaram minha infância. Vou até escrever um livro sobre elas, com um título original, criativo e surpreendente: As Árvores Que Marcaram Minha Infância. Deixando as idiotices para depois, a confissão do dia é que eu já tive uma planta de estimação. Certo, eu disse que ia deixar as idiotices para depois, mas essa é de antes então está valendo. Minha “planta de estimação” era uma das mudas de jacarandá que meu tio pediu que levássemos para o sítio. Peguei-a para mim e dei a ela o nome de “Candá” — se meus pais tivessem diagnosticado meus problemas mentais quando eu comecei a dar nome para seres que realizam fotossíntese, talvez eu não fosse assim tão esquisita hoje em dia. 

O fim da história é meio triste: como eu sou inútil até mesmo para cuidar de uma planta, com o tempo o Candá deixou de ser item da minha lista de prioridades e acabou se perdendo no meio do mato. E eu só tinha escrito este trecho todo acreditando que o modelo da foto fosse um jacarandá, porém, antes de postar, descobri que é um "pau-cigarra". Então, ok, né. Para uma próxima vez —  que talvez demore a chegar—, tiro a foto de algum irmão bem sucedido do Candá...


Essa é a porteira do vizinho e até onde sei não tem história nenhuma para contar, porém quis postá-la porque a danada é muito fotogênica. Acho que vou até despachá-la para meu We Heart It, já que o tal vizinho nunca vai saber mesmo  risada maligna: muahahahahaha!


Para finalizar, um dente-de-leão que achei na estrada...


... porque, desde pequena, eu amo encontrar essas coisinhas fofas que parecem algodão só para soprar suas folhas/sementes e vê-las se perdendo no vento!

9 comentários:

  1. Lindas as Fotos, faz lembrar minha infância como você passava os finais de semana na roça da família.

    Beijos :)
    Meu blog: http://mariasaratonini.blogspot.com.br

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  2. Ahhh, fiquei viajando nas suas fotos, Lari! Muito bonitinho o sítio, meu sonho é ir num desses!
    Beijos! - Pequena Senhorita

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  3. nossa, eu tb as evzes largo a cidade, a net, celular,e vou pra um sitio de uma tia e fico lá com meu namorado, em cima de arvores, to precisando disso, muita coisa na cabeca ):
    amei as fotos!
    beijos, post novo, veeem <3

    http://pedacosdelembrancas.blogspot.com.br/2013/10/vamos-viver.html

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  4. Eu também sou de largar pouco a internet e ir pra um sítio, mas às vezes quando tô muito cansada, e quando a cabeça parece querer explodir de tanta coisa chata e ruim ao mesmo tempo, o bom mesmo é sentir um ar puro e dormir muito num sítio. Só acho que agora vai ser estranho, porque vou morar em um. Então mesmo que eu esteja com a cabeça cheia vou estar lá. Só vai me restar ler e ficar no mesmo canto... u_u'
    Enfim, achei lindo esse sítio, especialmente porque é muito verde e as árvores são perto uma das outras. No sítio da minha vó elas são mais distantes.
    Bjo, Sel ;*

    Jovens Gordinhas

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    1. Concordo contigo, é muito bom... E quanto ao resto: talvez seja realmente estranho, mas nem por isso vai deixar de ser uma experiência nova e diferente, e desafios para dar uma agitada na vida são sempre bem-vindos, né? Desejo sorte com essa fase, môre. E boas leituras!

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  5. ouu, q lugar lindinho *-*
    tbm gosto de fugir da cidade as vezes.
    criei um blog só para expressar meus textos!
    Vem ver e fazer parte ! *-*
    diariodoamor15.blogspot.com.br

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  6. Que-fotos-lidas!!!!!!!!!!!
    sério mesmo, as fotos ficaram muito perfeitas!
    ah eu queria um lugar assim pra visitar, você tem razão sobre precisar mais de ar puro e menos de internet.
    Sabe do que eu lembrei?
    Da série!!! E aí, você se inspirou por estar num sítio e escreveu mais um capítulo?!

    Ananda Maciel ∞

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    1. Haha' na verdade eu me inspiro um pouquinho no Sítio, sim, para ter uma noção de como é o ambiente da história e tal , mas o capítulo IX foi escrito quando cheguei em casa, no domingo mesmo (!), e o X vou ver se escrevo na sexta à noite :)

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  7. Adoro respirar um ar puro de vez em quando também, apesar de quase nunca fazer isso... Eu moro em um bairro não exatamente no centro da cidade, e aqui tem bastante árvores (acredite, você não é a única apaixonada por elas, haha♥) , então acho que conta, né? Mas nada como ir a um sítio.
    Adorei o post, Lari. Agora fiquei querendo uma árvore de estimação, hsua
    Beijos!

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