Humores sempre mudam (segunda parte)

Finalmente caiu minha ficha que já tem um bom tempo que eu não dou continuidade à minha lista de humores que sempre mudam... Até agora, já viraram itens “Bloody Mary, pegue-me se puder” e “Oh, doçura, isso é tédio”, lembram? Pois bem, trouxe mais dois humores, porque ir postando assim, de dois em dois, fica mais conveniente tanto para mim quanto para vocês  hmm, só acho.


Vá se ferrar, despertador. Você está lá deitada na cama, dormindo o soninho mais gostoso do mundo, quando, do nada, o desalmado e sem-dente do seu despertador, posicionado estrategicamente ao lado do seu ouvido, sussurra com a maior delicadeza do mundo no mesmo... "BLÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉIIIIM!!!" Ô, inferno, viu. O pior é que, depois desse primeiro momento nada agradável, parece que tudo resolve conspirar contra você pelo resto do dia: você levanta metendo a canela na quina da cama, vai colocar leite ou café — no meu caso, leite com café  no copo e faz o favor de derrubar metade para fora, desenvolve uma dor de cabeça quase tão repentina quanto o som que a fez acordar de manhã e, para ajudar, seu vizinho resolve ouvir funk ostentação num volume tão alto que faz as janelas da sua casa tremerem como se estivessem rebolando junto. Depois ainda vem um cidadão lhe perguntar, com mil sorrisinhos: “Nossa, é impressão minha ou você está de mau-humor?

Silêncio é dom para poucos. No geral, existem três ocasiões em que gosto de ficar em silêncio: quando estou escrevendo/lendo, quando estou muito entretida na música dos meus fones de ouvido ou quando, na sala de aula, o professor está explicando matéria — sabe, não é que eu esteja tentando dominar o nerd power, só me incomoda ficar tagarelando junto com outra pessoa. Agora, quando estou neste humor “Silêncio é dom pra poucos”, ah... meu filho, esqueça. Tipo, dá preguiça de falar, saca? Então eu passo o dia com os lábios meio grudados de tanto ficar com a boca fechada e só respondo um “U-hum” (afirmativo) ou “U-um” (negativo), que vem lá do fundo da garganta, para quem quer que queira arrancar algumas palavras de mim. Eu só queria saber o que aqueles monges budistas tão quietinhos fazem para conseguir viver num estágio permanente desse humor...

E aí, deu para alguém se identificar? Haha! Assim que eu puder trago a parte III 

7 comentários:

  1. Adorei seu blog. Tem post novo ~>http://espacoteencomanaliasantos.blogspot.com.br/2013/09/vestidos-mariana-sampaio.html?

    segue meu blog?sigo todos de volta!

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  2. Entendo bem de dias que o mundo parece conspirar contra você... Acredite, acontece quase sempre, haha. Também passo por dias silenciosos, mas geralmente são apenas momentos- aqueles que dão a impressão de que falar vai te tirar energia demais. Estou adorando a lista(:

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  3. O mundo conspira contra mim quase todos os dias, eu acho. kkkk ><'
    Quanto ao silêncio, acho que eu fico assim quando a vontade de ficar calada se une à preguiça crônica de alguns dias que você deita no sofá, e parece que não vai descolar mais.
    Bjo, Sel ;*

    Jovens Gordinhas
    Unicórnio com Bigode

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  4. Adorei o post.
    Pior que é bem assim mesmo. E essas coisas só acontecem quando nós somos OBRIGADOS a acordar tipo... cinco da manhã e passar o dia todo falando com meio mundo.
    Mas também quando a gente acorda no mood de tagarelar e levantar antes mesmo do sol nascer, ninguém segura, né?
    Beeijos. :*

    bookaddictedblog.blogspot.com.br

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  5. A pergunta é: Como não se identificar??
    Você parece até que fala de mim haha' (sei que não, mas parece)..
    Eu gostei bastante desta análise sua, de humores ^-^ É tipo, um estudo psicológico que ninguém fez (agora só você).

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  6. Achei que era a única pessoa que passava o dia com os lábios grudados só respondendo com os sons da boca ou movendo a cabeça, hahaha. Também odeio o despertador e quando não me acordo bem, já viu... consigo derrubar a luminária, sujar todo o espelho ao escovar os dentes e as vezes até rola de esquecer algum livro da escola. Por graça, isso não acontece muito frequentemente! Beijos, Light As The Breeze

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